Política de Uso de Inteligência Artificial Generativa
1. Diretriz geral
A Inteligência Artificial Generativa (IAG) é reconhecida exclusivamente como instrumento auxiliar, sendo vedada a sua atuação como autora, coautora ou avaliadora autônoma. A responsabilidade ético-científica, jurídica e autoral pelo conteúdo publicado ou avaliado permanece integral e exclusivamente com os seres humanos envolvidos.
Esta Política aplica-se a autores, coautores, organizadores, colaboradores, pareceristas, membros do Conselho Editorial, servidores, estagiários, revisores, tradutores, diagramadores, ilustradores e demais prestadores de serviços no fluxo editorial.
Identificada a suspeita de uso indevido ou não declarado de IAG, a Editora notificará os responsáveis para prestação de esclarecimentos. A deliberação caberá ao Conselho Editorial, que avaliará a natureza, a extensão, a intencionalidade e os efeitos da conduta.
Este documento será revisado periodicamente pelo Conselho Editorial para adequação aos avanços tecnológicos, normativos, éticos e institucionais.
2. Diretrizes para autores
Vedação de autoria à IAG: a Editora UFV não admite a atribuição de autoria ou coautoria a sistemas de IAG, tampouco a submissão de obras cuja concepção intelectual tenha sido integral ou predominantemente substituída por conteúdo gerado por essas tecnologias. O uso auxiliar será permitido apenas nas hipóteses previstas nesta Política, desde que formalmente declarado, validado e assumido pelos autores. Constatada a utilização em desacordo com estas diretrizes, o processo de avaliação ou publicação da obra será sumariamente cancelado, independentemente da etapa em que se encontrar no fluxo editorial.
Uso indevido: considera-se uso indevido aquele em que a IA substitui de forma substancial a elaboração intelectual, a argumentação, a análise crítica, a metodologia ou a contribuição original dos autores. É vedada a inclusão de referências não consultadas diretamente. Na análise de dados, é proibida a criação, alteração ou fabricação de informações.
Uso permitido: a IAG poderá ser empregada como ferramenta auxiliar para revisão ortográfica, tradução, normalização, estruturação de estratégias de busca, análise assistida de dados e preparação de elementos gráficos, desde que haja verificação integral dos resultados pelos autores e metodologicamente justificada e documentada.
Transparência e declaração explícita: todo e qualquer uso de IAG deverá ser obrigatoriamente informado em formulário específico e, quando aplicável, em campo próprio da obra, especificando-se a ferramenta, a finalidade e a etapa em que foi utilizada.
Responsabilidade e integridade: os autores deverão conferir rigorosamente dados, cálculos, traduções, citações e referências sugeridos por IAG.
3. Diretrizes para o Conselho Editorial
Triagem inicial e detecção: poderão ser utilizadas ferramentas analíticas baseadas em IAG para auxílio na triagem inicial. Contudo, decisões de aceite ou rejeição jamais serão automatizadas.
Privacidade e confidencialidade: é expressamente proibido inserir manuscritos inéditos ou dados não publicados em plataformas públicas de IAG (como ChatGPT, Claude e Gemini, entre outras), a fim de resguardar o sigilo editorial e os direitos autorais.
Uso em ambiente privado: o uso de IAG com ferramenta de suporte será restrito ao ambiente institucional da Universidade Federal de Viçosa (UFV), garantindo-se que os dados não sejam compartilhados externamente ou utilizados para treinamento de modelos abertos.
Soberania da decisão humana: a deliberação final sobre a aprovação ou rejeição de obras é de competência exclusiva e indelegável do Conselho Editorial.
4. Diretrizes para pareceristas externos
Proibição de avaliação automatizada: é estritamente vedado carregar manuscritos submetidos à avaliação em sistemas de IAG para geração de pareceres ou resumos analíticos.
Preservação da avaliação cega (peer review): o envio de manuscritos a servidores terceirizados de IAG compromete o anonimato e a confidencialidade do processo de avaliação por pares.
Autoria do parecer: o parecer deve refletir exclusivamente a experiência acadêmica e a análise crítica do especialista humano designado pela Editora.
Uso excepcional: o parecerista poderá utilizar ferramentas de IAG apenas para a revisão ortográfica do parecer por ele próprio elaborado, desde que não insira o manuscrito, trechos identificáveis ou dados inéditos. O julgamento acadêmico permanece integralmente humano.
5. Diretrizes para a Seção de Editoração e Arte
Uso principal: a IAG não será utilizada como uma ferramenta-fim, apenas como auxiliar no processo de revisão, edição e editoração.
Acompanhamento do uso: a IAG não será usada automaticamente como ferramenta para verificação gramatical, ortográfica, de pontuação ou de sugestões básicas de estilo. A aceitação de mudanças é inteiramente responsabilidade do revisor de texto.
Decisão humana: O processo de revisão textual (coerência, coesão, estrutura, adequação ao público) é de inteira responsabilidade de revisores humanos. A IAG, em qualquer momento e vinda de qualquer parte envolvida (autores, pareceristas, tradutores etc.) não substitui o julgamento do profissional designado para tal.
Reescrita orientada e acompanhada: A IAG pode ser usada, por parte do revisor, para o esclarecimento e/ou reescrita de trechos confusos ou de compreensão prejudicada no texto. Isso não se dará de forma automatizada, sendo feito de maneira consciente e analisada sob os rigores das normas linguísticas por parte do revisor, a quem caberá decidir se a adequação será adotada.
Recurso visual para a diagramação: a IAG pode ser usada como forma de auxílio para melhor explanação das modificações necessárias nos ajustes da diagramação. Esse tipo de uso circunstancial é destinado apenas como referência para a diagramação, cabendo ao profissional de diagramação, com a devida autorização dos autores, a transposição dessa ideia ou sugestão para o modelo final a ser usado na obra em questão.
Produção de capas: ferramentas de IAG só poderão ser utilizadas para complementação de elementos gráficos/visuais, devendo a arte original ser de autoria humana.
Manutenção do sigilo: assim como o Conselho, a equipe técnica não deve alimentar plataformas públicas de IAG com o conteúdo integral do livro durante o processo de produção.